Diplomatas turcos e americanos se reúnem nesta segunda-feira, 22 de junho, para preparar a cúpula da OTAN que ocorrerá em Ancara em julho. O encontro acontece sob a sombra do que a revista Foreign Affairs descreveu como uma "crise permanente" dentro da aliança militar ocidental. Apesar das tensões internas, analistas ouvidos pela publicação avaliam que o bloco não deve se romper.
A atual divisão da OTAN reflete divergências profundas entre os membros sobre gastos militares, dependência energética e o nível de apoio a Kiev na guerra contra a Rússia. O governo do presidente americano Donald Trump pressionou sistematicamente os países europeus a investir mais em defesa. Essa cobrança gerou atrito com líderes como o chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente francês Emmanuel Macron, que preferem maior autonomia europeia.
A cúpula de Ancara será o teste mais recente da capacidade da aliança de manter a aparência de coesão. O evento também serve para ancorar sua posição estratégica, já que o presidente Recep Tayyip Erdogan atua como intermediário em negociações entre Rússia e Ucrânia. As decisões tomadas na capital turca vão definir o orçamento militar europeu para a próxima década.
