Forças israelenses eliminaram dois operadores ligados ao Hamas e à Jihad Islâmica, segundo a agência de notícias Reuters. Os alvos faziam parte de uma rede internacional de financiamento militar que sustentava operações contra o Estado de Israel. O ataque ocorre no contexto de uma ofensiva mais ampla do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
O governo israelense ampliou o conceito de segurança nacional para incluir a perseguição a fontes de dinheiro de organizações armadas fora das fronteiras tradicionais. Cortar o fluxo de recursos inimigos é como secar a fonte de água de uma planta para impedir seu crescimento. Analistas do Washington Institute avaliam que a expansão territorial contínua de Israel no Oriente Médio tem um custo alto e arrasta os Estados Unidos para o centro do conflito regional.
A perseguição a financiadores do Hamas ocorre enquanto Israel consolida o controle de novos territórios nos planaltos sírios e em Gaza. Esse movimento expansionista gera atrito constante com a Casa Branca, que precisa equilibrar o apoio histórico a Tel Aviv com a necessidade de evitar um confronto direto com o Irã. O ritmo da ofensiva israelense e a reação americana vão determinar a estabilidade geopolítica do Oriente Médio.
