O governo japonês estuda a criação de um novo órgão oficial para gerenciar exportações de armamentos, segundo reportagem do site The Diplomat. O sistema vai copiar o modelo americano de vendas militares externas e permitir que empresas de Tóquio comercializem tecnologia bélica com países aliados. A medida representa uma ruptura com décadas de política externa pacifista.
O Japão enfrenta um ambiente de segurança cada vez mais hostil na Ásia, com o crescimento do poderio militar chinês e os testes de mísseis da Coreia do Norte. O país tem uma das maiores bases industriais do mundo, mas leis constitucionais rígidas impediam a venda de armas no exterior desde 1945. Criar uma agência de exportação militar transforma essa capacidade produtiva em moeda de poder diplomático.
Tóquio quer competir com Pequim por influência no Sudeste Asiático e no Pacífico ofereendo submarinos, radares e caças a preços competitivos. A entrada do Japão no mercado global de armamentos vai alterar a balança de poder militar na Ásia. O sucesso desse novo órgão governamental vai depender da velocidade com que a indústria local consegue fechar contratos com nações como Filipinas e Indonésia.
