O Serviço de Segurança da Ucrânia interceptou um documento russo que derruba a versão do Kremlin sobre um ataque a um ônibus que transportava crianças em Briansk, na Rússia. Os registros militares russos mostram que nenhum dos três postos de defesa detectou drones ucranianos na região no momento do ataque. A inteligência ucraniana afirma que a operação foi uma ação da própria Rússia para pressionar a Ucrânia no cenário internacional.
A manipulação de informações faz parte de uma guerra de narrativas que acompanha os combates físicos no campo de batalha. Enquanto isso, os drones de combate mudaram a dinâmica da guerra de uma forma que nenhum general previu há uma década. Pequenas aeronaves não tripuladas conseguem destruir tanques multimilionários e forçaram os dois exércitos a se adaptarem rapidamente ao uso de tecnologia barata. O conflito se transformou em um laboratório tático onde inovações surgem em semanas e se espalham por outros fronts.
Segundo a agência Reuters, a experiência ucraniana com drones agora serve de modelo para planejar a defesa de Taiwan contra uma possível invasão chinesa. No podcast do CSIS (Center for Strategic and International Studies), generais americanos discutiram as lições do campo de batalha e os desafios do exército russo após a cúpula do G7. A vantagem tecnológica deixou de ser uma barreira intransponível. O monitoramento do espaço aéreo se tornou a principal linha de defesa de qualquer país ameaçado por um vizinho maior.
