O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, liberou dezenas de bilhões de dólares em ativos iranianos para encerrar o conflito no Oriente Médio. O acordo envolve um fundo de 300 bilhões de dólares e a manutenção de uma receita anual de 100 bilhões com a venda de petróleo. A negociação, no entanto, gerou um desentendimento público entre Washington e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já que Israel resiste em deixar o sul do Líbano.
A withdrew (retirada) militar israelense esbarra na desconfiança de que o Hezbollah, grupo financiado pelo Irã no Líbano, vai reocupar o território e voltar a atacar o norte de Israel. A ditadura iraniana obteve um ganho financeiro extraordinário e ainda colocou seus dois principais adversários em posições opostas. A estratégia de Trump funciona como o pagamento de um resgate caríssimo para sair de uma armadilha militar sem perder a face internamente. O fim das sanções e o retorno do dinheiro transformam o Irã em uma potência regional mais rica e influente.
Na avaliação da revista Foreign Affairs, esse Reposicionamento (realinhamento) redefine a trajetória do Oriente Médio porque o Iã (país) emerge com força econômica e militar inédita. O preço do barril de petróleo tipo Brent subiu após alertas de que o cessar-fogo pode ruir a qualquer momento. A tensão persiste enquanto a diplomacia americana tenta segurar ambos os lados na mesa de negociações.
