O conflito no Sudão completou três anos transformando o centro urbano do país em ruínas. Na cidade de Omdurman, centenas de crianças órfãs vivem nas ruas para garantir a própria sobrevivência. A agência de notícias Al Jazeera reportou que os menores vendem água e trabalham em ônibus para enfrentar a fome crescente.
A guerra civil ocorre entre dois generais que disputam o controle absoluto do Estado sudanês depois da queda do antigo ditador Omar al-Bashir. A disputa de poder destruiu a infraestrutura básica de saúde e abrigo da população civil. A violência generalizada provocou o abandono escolar de uma geração inteira de sudaneses. As crianças nas ruas sofrem com a exploração econômica e a ausência de qualquer proteção social oficial. O abismo entre a sofisticação militar de potências ricas e a vulnerabilidade humana em guerras esquecidas nunca foi tão profundo.
O sofrimento no Sudão expõe a seletividade cruel da atenção internacional. Não há coalizões diplomáticas de emergência para conter a aniquilação de civis no norte da África. A falta de interesse geopolítico no Sudão condena milhões de pessoas a um colapso humanitário sem data para acabar.
