O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky obteve luz verde do G7 para fortalecer sua defesa antiaérea. O G7 é o grupo das sete maiores economias democráticas do mundo. O apoio incluiu a anuência do presidente americano Donald Trump. Os EUA já autorizaram a Ucrânia a fabricar seus próprios mísseis. Consultas com a empresa americana Raytheon e outros fabricantes de armas já começaram.
A cooperação militar de Kiev com o Ocidente avança em ritmo acelerado. Ao mesmo tempo, a relação da Ucrânia com a Polônia esfria de forma alarmante. O chefe do serviço de inteligência ucraniano, Kyrylo Budanov, recusou uma condecoração polonesa. O embaixador ucraniano em Varsóvia também devolveu sua medalha militar. Os gestos revelam um racha profundo na frente leste europeia.
A Ucrânia aposta claramente na via militar americana em detrimento do diálogo regional. As medalhas recusadas não simbolizam apenas descontentamento diplomático passageiro. Elas indicam que nem as alianças mais sólidas estão imunes a rachaduras políticas profundas. A participação ucraniana em uma conferência de reconstrução na Polônia agora corre risco. O que monitorar é o distanciamento real entre Kiev e Varsóvia nos próximos meses.
